Anarcocapitalismo

De Wikinet
Ir para: navegação, pesquisa
O anarcocapitalismo é associado à combinação das cores amarela e preta, bem como à simbologia de armas de fogo.

Anarcocapitalismo é uma ideologia política e econômica que tem se destacado bastante na internet nos últimos anos. Basicamente, o que os anarcocapitalistas defendem é que não haja um Estado (ou seja, nenhum tipo de governo) e que todos os serviços que seriam prestados por um governo sejam fornecidos pelo capitalismo (aka livre mercado). Para os anarcocapitalistas (ou ancaps), a base da sociedade não é o Estado, mas sim, a propriedade privada. O anarcocapitalismo é uma ramificação do libertarianismo (ou "liberalismo econômico radical").

Funcionamento

Se você não sabe o que é isto, você não entende porra nenhuma de anarcocapitalismo.

Numa hipotética sociedade anarcocapitalista, tudo é privatizado. Ou seja, tudo que hoje é feito por entidades federais, estaduais ou municipais, como estradas, transporte coletivo, energia elétrica, encanamento etc. seria feito por diversas empresas privadas competindo entre si. Não haveria imposto e você só pagaria por esses serviços se você quisesse ou precisasse deles. Sem as regulações econômicas impostas pelo governo, essas empresas operariam livremente. Mas aí você se pergunta: "e quanto às leis e a justiça? Sem leis, todos poderão fazer o que quiser?". Por incrível que pareça, o que nós chamamos de poder legislativo e judiciário também seriam serviços privatizados no anarcocapitalismo. Haveria um sistema de "leis privadas" (cada propriedade privada teria suas próprias leis) e "justiça privada" (se alguém infringir uma lei privada, uma empresa de "abritragem" será acionada para julgar o caso). "Mas e a polícia? Também será privatizada?" - Depende; lembre que, sem um Estado, você é livre para portar armas e se defender por si próprio, mas você também poderá contratar as chamadas "agências de segurança privadas".

Divisões

Comparação feita por um esquerdista entre libertários ancaps e esquerdistas

Os anarcocapitalistas (os brasileiros, pelo menos, já que os termos utilizados em inglês são bem diferentes) se subdividem principalmente em dois grupos:

  • Jusnaturalistas - Aqueles que são contra o Estado por acreditarem que este é uma violação de um suposto direito natural baseado na propriedade privada. O princípio de não violar este direito se chama princípio da não agressão (PNA). Daí que vem a famosa frase ancap: imposto é roubo!. Para eles, políticos e funcionários públicos não são nada diferente de ladrões. Se você esfaquear um varredor de rua que trabalha pro Estado, você não está violando o PNA, mas se você for salvar um animalzinho sendo torturado dentro de uma casa, você está (já que animais não possuem direito à autopropriedade).
  • Utilitaristas - Aqueles que são contra o Estado apenas por o acharem ineficiente e serem mais favoráveis ao mercado. Em vez de passar o tempo discutindo sobre o que o viola ou não viola o PNA (como os jusnaturalistas fazem), eles estão mais preocupados em mostrar por que o mercado é melhor e leva a uma sociedade mais avançada e próspera.

História

Lá nó seculo XVIII, vários intelectuais começam a defender uma sociedade onde não há autoridade, ou pelo menos, onde a autoridade é severamente reduzida. Ou seja, onde não haveria reis, governantes, ditadores ou chefes. Esse movimento passa a ser conhecido como anarquismo. No entanto, o anarquismo estava aliado a movimentos de esquerda como socialismo e comunismo – Karl Marx, por exemplo, aludia a princípios anarquistas, e a maioria dos anarquistas eram pró-comunistas. Ao mesmo tempo, surgia um outro movimento conhecido como liberalismo clássico, baseado nas ideias de Adam Smith. Ao contrário dos esquerdistas, os liberais clássicos eram contra a intervenção estatal na economia e defendiam que o livre mercado (capitalismo) beneficiava as pessoas. Uma das ramificações do liberalismo clássico, fundada por Carl Menger, ficou conhecida como Escola Austríaca. Eles defendiam o liberalismo de forma mais radical. Um dos austríacos mais famosos foi Ludwig von Mises.

Nos anos 40, um economista americano da Escola Austríaca chamado Murray Rothbard resolve combinar elementos do liberalismo com os do anarquismo (que até então eram considerados opostos), e cria o que ele chama de anarcocapitalismo. Ele escreve um livro chamado "Manifesto Libertário", em oposição ao "Manifesto Comunista". Ao longo do século XX ele divulga o movimento e vários economistas desde então se baseiam no trabalho dele, como Hans-Hermann Hoppe. O movimento libertário/ancap conquista um pequeno espaço nos EUA e no mundo.

No entanto, o verdadeiro crescimento do movimento começa com a internet, no século XXI. No Brasil, grupos do Orkut já discutiam sobre o tema, e ele começou a ficar famoso com o vlogueiro Dâniel Fraga, logo se expandindo para o YouTube e o Facebook. Hoje o anarcocapitalismo está cada vez mais conhecido, com vlogueiros como Rafael Hide (do canal Ideias Radicais).

Principais expositores

Kogos com seus principais livros de economia.

Alguns dos mais conhecidos expositores do anarcocapitalismo na internet brasileira:

  • Dâniel Fraga - Um nerd gordo viciado em maçã conhecido por defender a posição desde 2012. Foi o primeiro ancap brasileiro conhecido, e foi bastante influente no movimento entre 2012 e 2014. Também é conhecido por ser ateu convicto e achar religião uma besteira.
  • Paulo Kogos - Um autista gordo sustentado pela mãe rica. É amplamente conhecido por seus chiliques de retardado autista e por querer andar de tanque (ele disse isso querendo criticar as ciclovias, já que é contra o desenvolvimento sustentável). Diferente do Dâniel, no entanto, ele é conservador e religioso ferrenho e radicalmente contra o aborto.
  • Pedro Henrique Marques - Um utilitarista mineiro careca que promoveu muitos debates ancaps entre 2014 e 2015 mas desde então sumiu da internet.
  • Rafael Hide - Um vlogger do VocêTubo cujo canal chama-se Ideias Radicais. Foi condenado pela comunidade ancap por ter apoiado o PSL (partido político supostamente liberal), mas continua sendo o mais ativo ancap da atualidade.

Ver também